Fabricio Crepaldi e Guilherme Cardoso - 28/12/2012 - 07:01 São Paulo (SP)
Frizzo e Tirone têm encontrado dificuldades para fazer as contratações no Verdão (Foto: Eduardo Viana)
Que o Palmeiras tem dificuldade para contratar, não é novidade. Mas, dessa vez, a situação ainda é mais preocupante: além de não conseguir acertar com os nomes pedidos por Gilson Kleina, o clube não tem outras alternativas. Dessa forma, as negociações estão paradas e a reformulação para o próximo ano está atrasada.
Até agora, a diretoria tentou alguns nomes, mas sem sucesso: os zagueiros Cléber, da Ponte Preta, e Torres, do Millonarios (COL); o lateral-direito Cicinho, também da Ponte; os atacantes Ricardo Goulart, do Goiás, e Rafinha, do Coritiba. Com as negativas nas tratativas, o Verdão se vê sem opções para as posições, enquanto o tempo para montar o time vai diminuindo.
Alguns casos parecem seguir o mesmo caminho, como os do volante Rodrigo Souto e do lateral-esquerdo Márcio Azevedo. Em ambos a diretoria mostrou interesse, mas não deu prosseguimento às conversas. Já Riquelme, alvo para a meia, deverá ficar no Boca (veja na pág. ao lado).
Nos próximos dias, tudo deverá continuar dessa forma. Isso porque o presidente Arnaldo Tirone já declarou que só vai começar a pensar de novo em reforços no começo de janeiro. Já o vice Roberto Frizzo não fala sobre negociações, mas garante que há vários nomes como opção.
– Temos uma relação desde o início de posições e de nomes possíveis que estão sendo trabalhados – limitou-se a dizer, ao LANCE!Net.
A demora para contratar já incomoda Gilson Kleina e ele se mostra preocupado com a montagem do elenco. Até agora, apenas Fernando Prass e Ayrton foram contratados, e Souza e Wendel voltaram de empréstimo. Por outro lado, 20 jogadores deixaram de fazer parte do grupo após a queda para a Série B.
Na quinta-feira, o gerente de futebol César Sampaio passou a tarde toda em reunião. A diretoria garante estar trabalhando. Porém, a tendência é de ninguém ficar após as eleições do próximo dia 21 e, até lá, qualquer contratação será fiscalizada pelo COF (Conselho de Orientação e Fiscalização).
Enquanto os rivais se reforçam, o Palmeiras está parado. Que acorde a tempo de não dar mais vexames.
TENTATIVAS FRACASSADAS:
Cléber
Foi o primeiro nome procurado. Porém, não houve acordo financeiro com a Ponte Preta e problemas envolvendo intermediários impediram acordo.
Cicinho
Também da Ponte, foi um pedido de Kleina. Porém, a diretoria não prosseguiu com as negociações. Outros clubes mostraram interesse, mas ele acertou a permanência na Macaca.
Torres
Estava quase tudo certo com o Millonarios (COL), mas após o time se classificar para a Libertadores a diretoria decidiu não vender o zagueiro.
Ricardo Goulart
Clube procurou atacante do Goiás, mas o salário pedido foi muito alto e ele acabou fechando com o Cruzeiro.
Rafinha
Situação parecida com a de Goulart. O Verdão tentou uma vez, mas achou o salário alto. Quando decidiu pagar, o atacante do Coritiba aumentou a pedida e o clube voltou atrás na negociação.
Rodrigo Souto
O agente do jogador foi procurado por César Sampaio para saber a pedida salarial dele, que está livre para assinar. Após esse contato, o gerente não falou mais com o empresário, que aguarda.
Márcio Azevedo
Sampaio também falou com o agente do jogador, mas depois não fez mais nenhum contato. Negócio está parado.
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