Felipe Bolguese e Rodrigo Vessoni - 16/12/2012 - 01:04 Enviados especiais a Yokohama (JAP)
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marín, visitou a concentração do Corinthians na manhã deste domingo (madrugada no Brasil) em Yokohama. Depois de uma conversa reservada com Mário Gobbi Filho, mandatário do Timão, o dirigente concedeu entrevista e enalteceu o que a torcida do Timão fez na Terra do Sol Nascente.
- O Corinthians tem condições de realizar uma grande partida. Final é sempre difícil, mas vai contar com o apoio importante que é o da Fiel torcida, que fez sacrifício para estar aqui, encarou mais de 30 horas de avião. A equipe terá o apoio e o incentivo, o grito como sentimos na primeira partida. O Corinthians tomou conta do estádio - afirmou.
- Precisamos deixar uma coisa bem clara: não foram apenas oito, nove mil pessoas presentes, tinham muito mais. Atrás do gol tinham mais de 20 mil pessoas, é preciso fazer justiça a todas essas pessoas que vieram de tão longe, com muito sacrifício. Muitos se desfizeram de propriedades para estarem aqui, principalmente de automóveis. Tenho certeza que os jogadores estão conscientes disso e vão dar um grande presente de Natal e de fim de ano para essa torcida tão fiel e presente. Fico até emocionado com isso - afirmou.
De acordo com Marín, os responsáveis pela organização do Mundial de Clubes e a cúpula da Fifa estão impressionados com a presença de tantos torcedores alvinegros. Ele ainda ironizou aqueles que desdenham da quantidade de fiéis do outro lado do mundo.
- Eles sempre respeitaram o clube, mas o que chamou atenção deles foi a presença maciça da torcida. O Corinthians sempre teve seu prestígio nas fronteiras do Brasil. Em termos de Libertadores, era o Boca Juniors, o São Paulo, o Grêmio, então, equipes que tinham disputado. Se ouvia falar, mas não imaginavam que era tão grande como realmente é. Nessa grandeza, o papel de destaque é de sua torcida. Estamos do outro lado do mundo, 30 horas de avião e aqui está uma nação, que tomou conta do Japão e das cidades - afirmou.
- Que ganhe o Corinthians, de 1 a 0, 2 a 1, que ganhe - completou.
Para finalizar, Marín disse que ainda quer obter maiores informações da final da Copa Sul-Americana antes de fazer qualquer comentário da briga.
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