segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Del Nero não teme Andrés e nega golpe com Ricardo Teixeira pela CBF

Igor Siqueira - 24/12/2012 - 07:05 Rio de Janeiro (RJ)

HOME - Marco Polo Del Nero (Foto: Lancepress)
Marco Polo Del Nero acumula cargos na Fifa, Conmebol, CBF e FPF (Foto: Lancepress)

Virtual candidato à sucessão de José Maria Marin na presidência da CBF, Marco Polo Del Nero não se amedronta com movimentações nos bastidores para a formação de uma oposição à atual gestão da CBF e ao crescimento da força política de Andrés Sanchez.

No papel, vice-presidente na região Centro-Sul, mas, na realidade, trabalhando como um primeiro-ministro da monarquia de Marin, Del Nero prefere esvaziar as ameaças do ex-diretor de seleções, que já confirmou a “missão“ de se candidatar à eleição da entidade em março de 2014. Em entrevista ao LANCE!Net, ele se mostrou despreocupado.

– Qualquer um pode tentar se articular para ser presidente da CBF, você, seu vizinho... É normal em um regime democrático. Isso é um direito que ele (Sanchez) tem.

Também presidente da Federação Paulista, Marco Polo rebateu a acusação do ex-secretário-geral da CBF, Marco Antônio Teixeira – tio de Ricardo Teixeira – de que teria alinhavado golpe com o ex-mandatário para herdar a presidência.

– Marco Antonio não sabe o que tá dizendo. Não sei de onde tirou isso. Se teve algum golpe do ex-presidente Ricardo Teixeira, ele não combinou comigo – rechaçou Del Nero, nem querendo se confirmar como “pré-candidato” para o próximo pleito:

– Quando se é ético, não se fala sobre sucessão, respeita o presidente que está no poder. A sucessão não está em aberto.

Del Nero está sempre ao lado de Marin, como na reunião mais recente para definir o planejamento da Seleção, mas prefere tirar o corpo fora das decisões tomadas pelo presidente da CBF.

– Vocês estão me deixando mais importante do que eu sou. Não dou opinião em nada – argumenta Marco Polo, cartola da Fifa, Conmebol, CBF e Federação Paulista.

ENTENDA

Oposição de Andrés
Depois que foi esvaziado e pediu demissão da diretoria de seleções da CBF, Andrés Sanchez admitiu que pretende mesmo formar um bloco de oposição para tentar ficar com a presidência da entidade na eleição antecipada para março de 2014. O ex-presidente do Corinthians disse que encara a situação como “missão”.

Acusação de golpe
Tio de Ricardo Teixeira e ex-secretário-geral da CBF, Marco Antônio Teixeira veio a público para denunciar uma tentativa de golpe na entidade articulada pelo sobrinho e Del Nero, que colocaria o hoje vice na presidência geral.

Caso na Polícia Federal
No fim de novembro, Del Nero chegou a ser levado para uma delegacia da PF em uma operação que apreendeu documentos e computadores da Federação Paulista.

ASCENSÃO DE DEL NERO EM 2012

Cargo na CBF
Com a renúncia de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, então vice-presidente mais velho da CBF, subiu para o posto mais importante do futebol brasileiro, abrindo uma vaga para Marco Polo Del Nero. Candidato único, o presidente da Federação Paulista de Futebol foi eleito por unanimidade para o posto. Ao assumir, Del Nero, de 71 anos, ficou na mesma situação que Marin: o vice mais velho e o primeiro na linha de sucessão da CBF.

Cargo na Fifa
Pela mesma situação – saída de Teixeira – Marco Polo Del Nero foi parar no Comitê Executivo da Fifa. Ele já pertencia a comissão de mesmo nome na Conmebol e foi indicado pela entidade sul-americana para ocupar o posto vago. Na Fifa, ele se juntou ao presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, e ao presidente da AFA, Julio Grondona, como representantes sul-americanos.

‘Conselheiro’ de Marin
A presença de um vice-presidente ao lado do mandatário da CBF – o que era raríssimo nos tempos de Teixeira – passou a ser algo corriqueiro na relação entre Marin e Del Nero.

Queda de Mano
Del Nero mostrou que passou até a mudar a hierarquia geográfica na CBF. A entidade tem sede no Rio, mas São Paulo ganhou força. Tanto que a decisão de demitir o técnico Mano Menezes da Seleção foi selada na sede da Federação Paulista, presidida pelo vice da CBF.

Virtual candidato à sucessão de José Maria Marin na presidência da CBF, Marco Polo Del Nero não se amedronta com movimentações nos bastidores para a formação de uma oposição à atual gestão da CBF e ao crescimento da força política de Andrés Sanchez.

No papel, vice-presidente na região Centro-Sul, mas, na realidade, trabalhando como um primeiro-ministro da monarquia de Marin, Del Nero prefere esvaziar as ameaças do ex-diretor de seleções, que já confirmou a “missão“ de se candidatar à eleição da entidade em março de 2014. Em entrevista ao LANCE!, ele se mostrou despreocupado.

–  Qualquer um pode tentar se articular para ser presidente da CBF, você, seu vizinho... É normal em um regime democrático. Isso é um direito que ele (Sanchez) tem.

Também presidente da Federação Paulista, Marco Polo rebateu a acusação do ex-secretário-geral da CBF, Marco Antônio Teixeira – tio de Ricardo Teixeira – de que teria alinhavado golpe com o ex-mandatário para herdar a presidência.

– Marco Antonio não sabe o que tá dizendo. Não sei de onde tirou isso. Se teve algum golpe do ex-presidente Ricardo Teixeira, ele não combinou comigo – rechaçou Del Nero, nem querendo se confirmar como “pré-candidato” para o próximo pleito:

– Quando se é ético, não se fala sobre sucessão, respeita o presidente que está no poder. A sucessão não está em aberto.

Del Nero está sempre ao lado de Marin, como na reunião mais recente para definir o planejamento da Seleção, mas prefere tirar o corpo fora das decisões tomadas pelo presidente da CBF.

– Vocês estão me deixando mais importante do que eu sou. Não dou opinião em nada – argumenta Marco Polo, cartola da Fifa, Conmebol, CBF e Federação Paulista.

ENTENDA

Oposição de Andrés
Depois que foi esvaziado e pediu demissão da diretoria de seleções da CBF, Andrés Sanchez admitiu que pretende mesmo formar um bloco de oposição para tentar ficar com a presidência da entidade na eleição antecipada para março de 2014. O ex-presidente do Corinthians disse que encara a situação como “missão”.

Acusação de golpe
Tio de Ricardo Teixeira e ex-secretário-geral da CBF, Marco Antônio Teixeira veio a público para denunciar uma tentativa de golpe na entidade articulada pelo sobrinho e Del Nero, que colocaria o hoje vice na presidência geral.

Caso na Polícia Federal
No fim de novembro, Del Nero chegou a ser levado para uma delegacia da PF em uma operação que apreendeu documentos e computadores da Federação Paulista.

ASCENSÃO DE DEL NERO EM 2012

Cargo na CBF
Com a renúncia de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, então vice-presidente mais velho da CBF, subiu para o posto mais importante do futebol brasileiro, abrindo uma vaga para Marco Polo Del Nero. Candidato único, o presidente da Federação Paulista de Futebol foi eleito por unanimidade para o posto. Ao assumir, Del Nero, de 71 anos, ficou na mesma situação que Marin: o vice mais velho e o primeiro na linha de sucessão da CBF.

Cargo na Fifa
Pela mesma situação – saída de Teixeira – Marco Polo Del Nero foi parar no Comitê Executivo da Fifa. Ele já pertencia a comissão de mesmo nome na Conmebol e foi indicado pela entidade sul-americana para ocupar o posto vago. Na Fifa, ele se juntou ao presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, e ao presidente da AFA, Julio Grondona, como representantes sul-americanos.

‘Conselheiro’ de Marin
A presença de um vice-presidente ao lado do mandatário da CBF – o que era raríssimo nos tempos de Teixeira – passou a ser algo corriqueiro na relação entre Marin e Del Nero.

Queda de Mano
Del Nero mostrou que passou até a mudar a hierarquia geográfica na CBF. A entidade tem sede no Rio, mas São Paulo ganhou força. Tanto que a decisão de demitir o técnico Mano Menezes da Seleção foi selada na sede da Federação Paulista, presidida pelo vice da CBF.



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