quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Papo com o editor: L!Net revela quem anunciou o desejo de Guardiola assumir a Seleção

Walter de Mattos Junior
Fundador e editor do LANCE!
- 09/01/2013 - 09:28
Rio de Janeiro (RJ)

Guardiola (Foto: Lluis Gene/AFP)
Guardiola queria dirigir a Seleção Brasileira (Foto: Lluis Gene/AFP)

Em 23 de novembro do ano passado, data da surpreendente demissão de Mano Menezes da Seleção Brasileira, escrevi a matéria que seria a capa do LANCE! do dia seguinte. Parte do conteúdo foi publicado no LANCE!Net, ainda naquela movimentada noite de sexta-feira, e teve uma repercussão gigantesca e instantânea no Brasil e no mundo. Uma manchete simples, direta e impactante - Recado do Guardiola -, com a frase do espanhol: “A única equipe do mundo que eu começaria a treinar amanhã é a Seleção Brasileira. E seria campeão do mundo com o Brasil”.

Mais claro impossível. O melhor técnico do mundo, um dos maiores responsáveis pelo futebol-arte (com resultado) do Barcelona, aceitaria assumir o desafio gigantesco de comandar o time pentacampeão do mundo, em crise, na Copa do Mundo de 2014, a segunda no Brasil, após a derrota traumática de 1950.

A saída de Mano atendia a um dos requisitos que Pep definiu para quebrar o seu ano sabático com a família em Nova York: negociar apenas se o cargo estivesse vago. Naquele momento estava. Faltava, então, apenas o contato da CBF para que as tratativas começassem. E não começaram.

Os primeiros parágrafos daquele texto diziam o seguinte: “Eram 15h56 de sexta-feira quando liguei para um celular com prefixo da Catalunha para contar a alguém muito próximo de Pep Guardiola que nosso sonho comum de ver a Seleção Brasileira treinada pelo ex-técnico do Barcelona poderia se tornar realidade, uma vez que a queda de Mano Menezes estava prestes a ser anunciada, após uma reunião, furo noticiado na internet pelo LANCE!Net às 13h43.

Esta pessoa se surpreende com a notícia e eu lhe digo que ainda não estava confirmado, mas que voltaria a ligar assim que soubesse de algo mais. Ansioso, ele não espera meu retorno e em menos de 20 minutos me liga de volta, questionando se era de fato verdade e se a CBF anunciaria um novo treinador. Respondi que isto não estava claro ainda. Minha fonte catalã disse-me, então, que falaria com Pep e me retornaria, o que fez exatos 13 minutos depois, desta feita com uma informação da maior relevância, que acabara de ouvir do treinador: “A única equipe do mundo que eu começaria a treinar amanhã é a Seleção Brasileira. E serei campeão do mundo com o Brasil”.

Nesta terça-feira, um dia depois de Pep falar publicamente sobre o assunto pela primeira vez desde então, na premiação dos melhores de 2012 da Fifa, em Zurique, tive o sinal verde para revelar o interlocutor das informações acima: Pere Guardiola, irmão de Pep.

Uma fonte sem intermediários com o técnico, com livre acesso, sem qualquer risco de ter “carregado nas tintas” e aumentado na hora de me revelar um desejo tão íntimo do ex-comandante do Barça. Alguém que tem a confiança do técnico e, mais do que isso, sabe o que se passa na cabeça e no coração dele.

Infelizmente, Pere Guardiola, o telefone do seu irmão não tocou no fim do ano passado, tendo José Maria Marin do outro lado da linha. Isso impediu que 62% dos internautas do LANCE!Net, em números publicados no Diário em 25/11, entre outras enquetes, como a do UOL, do SporTV, da Rádio Globo, todas com maioria de mais de 60%, tivessem atendido o desejo de ver Pep no comando da Amarelinha. Marin optou pelo mais conservador, menos trabalhoso e mais óbvio. Sim, ganhamos cinco mundiais com treinadores brasileiros, mas também perdemos 14 com treinadores pátrios. Vamos torcer para que o Brasil não pague pela falta de ousadia em 2014.

PS: Que fique claro que este Diário, desde a escolha da nova comissão técnica, torce apaixonadamente para que Felipão, Parreira & Cia. conquistem a sexta Copa do Mundo no Brasil.



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