30/06/2012 23h08 - Atualizado em 30/06/2012 23h08
Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
30/06/2012 23h08 - Atualizado em 30/06/2012 23h08
Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Boa Esporte e Joinville empataram sem gols em um jogo taticamente fraco na noite deste sábado (30) no Estádio Melão, em Varginha (MG). O resultado fez com que as duas equipes saíssem de campo com 12 pontos cada. O time de Varginha é o 5º enquanto a equipe catarinense ficou com a 8ª posição. O resultado não agradou nem um, nem outro, já que agora a distância para o 1º colocado Criciúma é de nove pontos.
Antes da partida um fato curioso aconteceu no time de Varginha. O zagueiro Welton Felipe, titular da equipe, teve uma indisposição com a diretoria do clube e não entrou em campo. No lugar dele, o técnico Sidney Moraes optou por Neylor.
No próximo desafio, o Boa Esporte visita o Paraná às 21h do próximo sábado (7) no Estádio Durival de Britto. Já o Joinville recebe o Barueri um dia antes às 21h na Arena Joinville.
1º tempo agarrado
O jogo marcou a estreia de Zé Carlos no gol do Boa Esporte, que não trabalhou muito durante a partida. Os donos da casa começaram pressionando. Logo nos primeiros minutos, Radamés cobrou falta perigosa e o goleiro Ivan fez bela defesa. Aos oito minutos, Marcelo, o goleador do Boa esporte, desperdiçou grande chance e a bola passou por cima da meta.
Depois dos 10 minutos, o Joinville começou a se soltar na partida. Em rápido contra-ataque, Leandro Carvalho, ao invés de cruzar, arriscou o chute que ficou na rede pelo lado de fora. Cinco minutos depois, cruzamento na área do Boa Esporte e o matador Lima cabeceou para a lateral do gol.
O jogo passou a ficar nervoso depois dos 20 minutos. Os jogadores do Boa Esporte estavam impacientes e cometiam faltas bobas. A situação se inverteu e o Joinville passou a pressionar mais enquanto o Boa Esporte se aproveitava dos contra-ataques e das bolas paradas de Radamés.
Ao fim do 1º tempo um susto. Cruzamento na área do Joinville, o goleiro Ivan mergulhou para buscar a bola, mas deixou ela escapar. A sorte foi que o zagueiro Pedro Paulo estava bem posicionado e mandou a bola para longe.
2º tempo: Ivan salva
O Boa Esporte começou a 2ª etapa mais agressivo. Nos primeiros cinco minutos, a equipe de Varginha fez duas chegadas perigosas. Na primeira, cruzamento perigoso de Gabriel Davis e a bola passou por todo mundo na área do Joinville. Logo depois, Francismar fez boa finta em cima dos marcadores, mas na hora da finalização mandou a bola pela lateral do goleiro Ivan.
A equipe catarinense mostrava dificuldades na saída de bola. O meio de campo não conseguia fazer a ligação com o atacante Lima e abusava dos chutões. A melhor chance do Joinville aconteceu aos 18 minutos, quando Alex recebeu a bola na entrada da área e tocou para Tiago Real, que cruzou bola perigosa. O zagueiro Neylor tentou tirar, mas quase marcou contra. O goleiro Zé Carlos estava esperto no lance e evitou o perigo.
Aos 25 minutos, Radamés cobrou falta, a bola desviou com perigo na zaga do Joinville e Ivan espalmou para a linha de fundo. No lance seguinte, Lima mandou para os fundos da rede, mas o bandeirinha já tinha marcado o impedimento.
A defesa do jogo aconteceu aos 33 minutos. Marcelo recebeu a bola na área do Joinville e cara a cara com o goleiro Ivan soltou uma bomba. O goleiro da equipe catarinense fez uma defesa incrível e evitou que os donos da casa abrissem o placar.
Os técnicos das duas equipes fizeram substituições ofensivas, mas de nada adiantou. Os torcedores de Boa Esporte e Joinville deixaram o estádio sem dar o grito de gol.
Com um nome que homenageia o Papa João Paulo II, nascido Karol Wojtyla, o árbitro de futebol Karol Martins é vítima de provocações dentro e fora dos gramados.
- Eles falam "você é mulher", "esqueceram de mudar seu nome", "sua mãe te colocou um nome de mulher" - conta.
Brincadeiras com o nome, que no Brasil seria feminino, são algo recorrente desde que Karol era pequeno.
- Na pré-adolescência tinha muito essas brincadeiras com o meu nome e quase todo dia eu brigava na escola.
Maria das Graças Martins, mãe do árbitro e devota do Papa João Paulo II, conta que o nome veio de uma promessa que fez ao se emocionar com um discurso do Pontífice.
- Em oito de julho de 1980 eu me emocionei bastante e prometi que se eu engravidasse daquele dia em diante, no meu filho, se fosse homem, eu colocaria o nome da Sua Santidade.
Maria da Graça cumpriu o prometido e fez a homenagem. Apesar de tantas brincadeiras, Karol confessa gostar do nome que recebeu.
- Hoje em dia eu me orgulho do meu nome.
A CBF divulgou em seu site oficial que as mudanças na regra implementadas pela Fifa entrarão em vigor no Brasil a partir do dia 1º de janeiro de 2013. A partir desta data, estão permitidos até 12 jogadores no banco de reservas - atualmente são sete. A permissão de três alterações não foi mudada. Desta forma, os estádios terão que adequar o espaço para os 12 suplentes.
Em 2013 os técnicos também terão a opção de "burlar" a lista dos titulares divulgada antes da partida. Se um jogador que não estiver nesta relação iniciar o jogo, o árbitro vai permitir e, tanto o atleta quanto o clube, não serão punidos. O número de substituições também não será reduzido. O juiz, no entanto, deverá informar o ocorrido às autoridades.
Outras mudanças válidas a partir de 2013:
- No procedimento de bola ao chão:
* Se a bola for chutada diretamente para o gol adversário e entrar, será concedido um tiro de meta.
* Se a bola for chutada depois de uma bola ao chão e entrar no próprio gol, será escanteio para o adversário.
- Só será permitido o uso de fitas adesivas nos meiões se estas foram na mesma cor do local onde estão afixadas. Neste caso, o bom senso do árbitro será fundamental. O objetivo é que os atletas não tenham a visão prejudicada.
- Cartão amarelo para o jogador que "tocar a bola deliberadamente a bola com a mão para impedir que um adversário a receba". Neste caso, a única alteração foi a retirada da palavra "manifestamente" depois de "deliberadamente". O objetivo foi tentar facilitar a interpretação. Os árbitros devem mostrar o amarelo quando um atleta causa prejuízo ao adversário, e não quando há apenas a colocação da mão na bola.
- Toda publicidade que é colocada no chão deve ficar a pelo menos um metro das linhas demarcatórias do campo. As publicidades verticais deverão ser colocadas a no mínimo: um metro das linhas laterais do campo; na mesma distância das linhas de meta que a profundidade das redes de meta; um metro das redes de meta.
LANCEPRESS!
Publicada em 28/06/2012 às 11:46
Rio de Janeiro (RJ)
Os técnicos do futebol brasileiro terão mais opções no banco de reservas a partir de 2013. A Fifa enviou a todas as confederações filiadas emendas às regras do futebol e entre elas está o aumento de jogadores suplentes dos atuais sete para 12. A CBF publicou o documento nesta quinta-feira em seu site e já avisou que a medida começa a valer em 1 de janeiro.
Com o aumento, outra recomendação lógica veio acoplada, que é a disponibilização de mais bancos nas áreas destinadas aos reservas. Mesmo com o aumento de jogadores à disposição, o mesmo documento reforça que o número máximo de substituições continua sendo três.
As emendas da Fifa, definidas no Congresso da entidade, em maio, ainda tratam de regras para publicidade nos gramados, determinações para casos de bola ao chão e recomendações para árbitros no caso de um jogador substituto entrar em campo antes do titular (confira o documento completo).
LANCEPRESS!
Publicada em 26/06/2012 às 22:54
Barueri (SP)
O América-MG retomou a liderança da Série B do Brasileirão ao bater o Grêmio Barueri, por 1 a 0, nesta terça-feira, na Arena Bareuri. O gol do Coelho foi marcado por Thiaguinho, já no segundo tempo da partida.
Com 19 pontos, os mineiros agora secam dois rivais na luta pela ponta da Segundona: na sexta-feira, é dia de torcer por pelo menos um empate do América-RN, que pegará o Guarani, em casa. No sábado, precisará de um derrota do Criciúma, que enfrentará o CRB em Santa Catarina.
Na última colocação da Série B com apenas dois pontos em oito jogos, o Barueri até tentou partir para cima do rival em casa. Mas nem as "estrelas" Marcelinho Paraíba e Jóbson conseguiram finalizar com qualidade, apesar das chances criadas pelo Abelha.
O América-MG foi mais efetivo. Apesar de ter feito um jogo "morno", sobretudo no primeiro tempo, o Coelho conseguiu o gol aos 14 minutos do segundo tempo. Após boa cobrança de falta ensaiada, Thiaguinho aproveitou a bola na segunda trave e só bateu na saída de Fernando.
Os jogadores do time da casa ainda reclamaram de um impedimento de Bruno Meneghel, que chegou a tocar de peito na bola, mas ela já tinha passado da linha de gol.
Em desvantagem no placar e em má situação no campeonato, o Barueri continuou com mais posse de bola, mas não foi muito efetivo. Marcelinho Paraíba ainda teve boa chance em falta cobrada na entrada da área, que Neneca rebateu. Ronaldo Angelim ainda cabeceou, mas o goleiro do América-MG defendeu mais uma vez.
O Barueri voltará a jogar na sexta-feira, dia 6 de julho, contra o Joiville, às 21h, fora de casa. Um dia depois, o Coelho enfrentará o Atlético-PR, às 16h20, no Independência.
FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO BARUERI 0 X 1 AMÉRICA-MG
Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data/hora: 26/6/2012, às 21h
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima
Assistentes: Maurício Silva Penna e Lúcio Beiersdorf Flor
Renda e público: não disponíveis
Cartões amarelos: -
Cartão vermelho: -
GOLS: Thiaguinho, 14'/2ºT (0-1)
GRÊMIO BARUERI: Fernando, Marcos Pimentel, Ronaldo Angelim, Anderson e Diego Giaretta,; Alê, Wendel, Rafael Chorão (William Henrique - 23'/1ºT) (Thiago Gentil - 27'/2ºT) e Marcelinho Paraíba; Marcelinho e Jobson (Tadeu - 19'/2ºT). Técnico: Estevam Soares
AMÉRICA-MG: Neneca, Boiadeiro, Éverton Luiz, Gabriel e Bryan; Dudu, Leandro Ferreira, Thiaguinho (Agenor - 32'/2ºT) e Rodriguinho (Júnior Timbó - 47'/2ºT); Bruno Meneghel (Alessandro - 32'/2ºT) e Fábio Júnior. Técnico: Givanildo Oliveira
Fora de casa, o América-MG deu mais um passo para o retorno à Série A do Brasileirão. Em Barueri, venceu o time da casa por 1 a 0, gol que saiu apenas no segundo tempo de um jogo fraco tecnicamente. O resultado deixou o Coelho na liderança provisória da Série B, com 19 pontos. Aos paulistas restou, mais uma vez, o lamento por não ter conseguido finalizar nenhuma das chances criadas, sobretudo no primeiro tempo. O Barueri segue na lanterna, com dois pontos, ainda sem ter vencido na competição.
Os primeiros 45 minutos foram de superioridade do Barueri. Com muito mais chances, os paulistas chegavam com facilidade ao gol de Neneca, abusando das jogadas pelas laterais. O América-MG ficou refém, com dificuldades na hora dos passes e, por tabela, em chegar ao gol adversário.
Na etapa final, o América-MG veio com mais ímpeto, com menos falhas no toque e saída de bola. O Barueri até começou com mais chances, mas o balde de água fria veio aos 14 minutos, com o gol de Thiaguinho, substituto do experiente Gilberto.
Thiaguinho fez o único gol da partida (Foto: Marcos Bezerra / Agência Estado)
O próximo adversário do Barueri será o Joinville, dia 6 de julho, em Santa Catarina, às 21h (de Brasília). Já o Coelho jogará em casa, dia 7, contra o Atlético-PR, às 16h20m, no estádio Independência.
Discrepância entre os opostos
Apito inicial dado, o que foi visto em campo não parecia, definitivamente, a briga entre o lanterna, o Barueri, e um dos times no G-4, o América-MG. Os donos da casa partiram para cima, indiferentes à discrepância dos times na tabela. Esse afobamento, claro, era compreensível: o Barueri queria a primeira vitória nesta competição, após sete rodadas.
Chegando pelos dois lados da área do América-MG, o Barueri não conseguia transformar a posse de bola que tinha em reais chances de gols. A primeira tentativa veio logo no minuto inicial, com Marcos Pimentel, de fora da área, mas Neneca foi seguro na bola. Quando conseguiu chegar ao gol do Barueri pela primeira vez, já aos cinco minutos de jogo, Bryan se atrapalhou na hora do chute.
O Barueri continuava a pressão. Ao América-MG restou fazer o jogo do adversário, e o time mineiro ficou recuado, apenas afastando as investidas paulistas. Em dado momento, aos 12 minutos de jogo, os donos da casa já iam para a sexta cobrança de escanteio. Para efeito de comparação, o Coelho conseguiu o primeiro corner apenas aos 20 minutos de jogo.
Aos 26 minutos de jogo, Marcelinho fez ótima tabelinha com William Henrique, que ficou na cara de Neneca, que foi seguro na defesa. Cinco minutos depois, em cobrança de falta para o Barueri, o outro Marcelinho do time, o Paraíba, fez jogada ensaiada, fez a fita e mandou uma bomba, para surpresa do goleiro alviverde. Novo escanteio para os paulistas.
O técnico do América-MG, Givanildo Oliveira, parecia não acreditar em um início tão apático dos comandados. Já Estevam Soares assistia apenas a confirmação do que disse antes da bola rolar: muitas chances, mas erros nas finalizações.
Oportunismo e liderança
A dinâmica do segundo tempo começou diferente do que foi visto na etapa inicial. Se não estava no 220v, o América-MG, pelo menos, havia saído do 110v. Foram os mineiros que chegaram ao gol adversário primeiro, em cobrança de falta.
Porém, foi do Barueri a primeira chance real de gol. Marcelinho Paraíba, aos oito minutos, mandou uma bomba de fora da área, com Neneca espalmando a bola. O rebote ficou com William Henrique, que não conseguiu converter. Já o Barueri só chegou ao gol americano aos seis minutos, também em cobrança de falta, mas sem perigo para Neneca.
Na sequência, a primeira boa chance o América-MG no segundo tempo. Bryan, aos dez minutos, logo na entrada da grande área, bateu forte, e Fernando Leal mandou a bola para escanteio.
Mesmo com mais oportunidades, o Barueri foi traído pelas falhas na hora das finalizações. O América-MG colocou o peso da maior regularidade ao longo da Série B para abrir o marcador. Após jogada ensaiada, Thiaguinho, bem posicionado, recebeu boa bola e empurrou para o fundo das redes, aos 14 minutos.
O gol do volante americano foi a senha para o Coelho acordar de vez para o jogo, chegando com mais facilidade à área paulista. Ainda faltava, no entanto, qualidade na hora do chute final. O Barueri ainda insistia nas jogadas pelas laterais, sem sucesso. Aos 33 minutos, Marcelinho Paraíba, em cobrança de falta, teve chance do empate, mas Neneca foi bem, mandando a bola para escanteio.
Sem mais nenhuma grande chance para nenhum dos lados, o magro placar foi mantido. Os mineiros voltam líderes. Os paulistas ficam em casa lamentando a lanterna.